Polícia desarticular quadrilha que fábrica ternos e tráfico de drogas no Sul de MG e SP

Operação ‘Black Tie’ cumpre 53 mandados de prisão no Sul de MG e SP. Grupo agia há 15 anos nos dois estados

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Polícia executou mandados de prisão, conduções coercitivas, buscas e apreensões (Foto: Reprodução)

Polícia Civil cumpre nesta quinta-feira (21) 53 mandados de prisão dentro da Operação ‘Black Tie’. Na operação, uma quadrilha é investigada por usar fábricas de ternos em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas.

Em Minas Gerais, são cumpridos 51 mandados de prisão e 10 de condução coercitiva nas cidades de Paraguaçu, Boa Esperança, Machado, Alfenas, Varginha, Elói Mendes, Extrema e Poço Fundo. Também são cumpridos dois mandados de prisão e uma condução coercitiva em Guarulhos, Bragança Paulista e Botucatu (SP).

Os trabalhos começaram por volta de 4h na cidade de Paraguaçu, com a participação de mais de 190 policiais civis, com apoio de um helicóptero. Segundo a Polícia Civil, a quadrilha atuava na região há mais de 15 anos e há dois era investigada.

“A preocupação desta operação especificamente não era apenas tirar estas pessoas de circulação, cumprir os mandados de prisão. Nosso objetivo também foi dar um baque pesado na quadrilha no que diz respeito ao patrimônio. Então 20 sequestros de bens da quadrilha já foram autorizados, então além da prisão, nós estamos também trabalhando nos bens da quadrilha”, afirma Bráulio Stivanin Júnior, chefe do departamento da Polícia Civil.

O grupo utillizaria duas empresas de fabricação de ternos para lavar dinheiro e financiar o tráfico. Um carro de luxo, avaliado em R$ 1,5 milhão também foi apreendido em Guarulhos.

“Era uma quadrilha organizada. Nós sabemos que eles utilizavam até laranjas para fazer a lavagem do dinheiro, utilizando pessoas, nomes de pessoas. E tudo isso está sendo contabilizado, organizado, para que a gente possa avançar ainda mais na investigação”, diz Stivanin Júnior.

A informação inicial era que os integrantes da quadrilha compravam carros de luxo que eram vendidos no Paraguai e trocados por drogas, mas a polícia ainda investiga o processo. A quadrilha comercializava cerca de uma tonelada de maconha por mês, principal droga vendida pelo grupo. A venda da droga acontecia principalmente nos estados de Minas Gerais e São Paulo.

Segundo a polícia, o homem apontado como chefe da quadrilha foi preso em junho de 2017, em outra operação de combate ao tráfico em Paraguaçu, quando 540 kg de maconha e um Camaro foram apreendidos.

“Há uma série de diligências que serão executadas agora. Neste momento, nós demos cumprimento aos mandados de prisão, as conduções coercitivas, buscas e apreensões. Mais de 190 policiais, sem contar a equipe de São Paulo que nos deu apoio. Foi uma operação realmente exitosa”, completa Stivanin Júnior.




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