Câmara de Varginha aprova projeto que prevê diagnóstico precoce para detectar autismo

A Lei garante de forma gratuita a aplicação de instrumentos de triagem de desenvolvimento infantil que vão possibilitar o rastreio do Transtorno do Espectro do Autismo

Com votação unânime na última segunda-feira (23), os vereadores de Varginha tornaram obrigatória a realização de dois exames clínicos para diagnóstico precoce do autismo. De autoria do vereador Cláudio Abreu, a Lei garante de forma gratuita a aplicação de instrumentos de triagem de desenvolvimento infantil que vão possibilitar o rastreio do Transtorno do Espectro do Autismo.

“Quando o Transtorno do Espectro Autista – TEA é identificado antes dos três anos de idade, e com a correta intervenção, a melhora das habilidades sociais pode chegar a 80%, o que vai proporcionar uma qualidade de vida melhor para a criança e consequentemente para a família”, justificou o autor da proposição, vereador Cláudio Abreu.

Os procedimentos clínicos que serão incluídos na saúde de Varginha são feitos no acompanhamento das crianças, do nascimento aos 36 meses de idade, por profissionais especializados como explica Cláudio Abreu.

“O primeiro procedimento chama-se Indicadores Clínicos de Risco para o Desenvolvimento Infantil (IRDI), que avalia 31 quesitos na relação entre bebê e cuidador nos primeiros 18 meses de vida. O segundo, conhecido como M-Chat (sigla em inglês para Modified Checklist for Autism in Toddlers), é um questionário com 23 perguntas feito aos pais sobre as crianças, de 18 a 36 meses, sobre as habilidades sociais dos filhos”.

A matéria segue para a sanção do prefeito e entra em vigor na data de publicação no Diário Oficial do Município.




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